Saudações a todos. Estamos de volta com mais um escrito sobre a alternativa psíquica do individuo, a Mitologia Pessoal. Alguns leitores podem até achar que uma pretensão que estes textos sejam uma forma de substituir todas as regras comportamentais vigentes impostas pela religião, a ciência, a sociedade e etc. Nada disso. Todos estes textos são alternativas para uma nova forma de observar e entender o mundo que nos cerca. A Filosofia interroga-nos, o tempo todo, como podemos interpretar ou modificar o nosso espaço existencial com as idéias e princípios estabelecidos por outros filósofos que tenhamos empatia ideológica. Nada mais natural que apresente mais uma. E assim faremos com estes textos. Mostrar novas idéias.
Como a Mitologia Pessoal não é nenhuma novidade para os acadêmicos e estudantes de psicologia analítica, o que vamos desenvolver é uma postura psico-idelógica para todos os indivíduos que anseiam novas percepções psíquicas, como as teorias a respeito do xamanismo e outras culturas e doutrinas orientais.
O leitor deve estar ansioso para descortinar o que se trata este novo conceito que apresento aqui. Vamos acabar logo com isso...
O iniciático deve ter em mente que ele é um ser preso num corpo humano e igualmente encarcerado numa sociedade humana onde é submetido à vontade de terceiros, a qual há regras e imposições sociais que o castram como ser.
O iniciático é uma mente que não pode fazer nada sem que o seu corpo existencial o conduza no seu espaço físico temporal. Os antigos gnósticos diziam que a matéria é o mal que castra a mente de desenvolver toda a sua plenitude, com as suas leis físicas e imposições sociais de outros indivíduos que se venderam ao poder e controle de seus pares.
A libertação começa quando o iniciático percebe o que está acontecendo a sua volta...
E descobre que a Vida não é só existencial, mas mental também. As satisfações psíquicas podem dar mais prazer que certas conquistas físicas. E até o próprio de conceito de conquista e vitória é puramente ideológica. Um acordo social de imposição e submissão do vencedor sobre o vencido. Afinal, numa luta, o que adianta se todos os derrotados morressem e não vissem a conquistas dos vitoriosos? Se os vencedores lutassem entre si até a morte, o que sobrevivesse, ficaria sozinho, até a sua morte, gozando uma vitória derradeira e solitária.
Com a mente podemos contemplar e ultrapassar estes conceitos impostos por nossa sociedade, descobrindo que tudo é uma ilusão criada por aqueles que se acham “vencedores” sociais. Todas as regras são imposições de mentes que galgaram conquistas sociais e “venderam” as suas almas e mentes em troca de ter os seus nomes em livros “dourados” da história entre os seus pares.
Assim podemos ver que a dita “realidade” é muito mais cruel e hipócrita do que a “fantasia” que nos revela e liberta. Neste ponto que começamos a mostrar como se cria um novo ser...
O iniciático deve descobrir o que ele é. Como dizia o oráculo de Delfos, “descubra a si mesmo”. Essa descoberta é o primeiro passo para uma nova Vida Psíquica. Não pense que essa descoberta é fácil e rápida. Isto é uma imposição social externa que prega que a Vida é curta. Não. A Vida tem o tempo que cada individuo tem para vivê-la.
Existem inúmeros meios de se descobrir quem é você mesmo. Pode ser a filosofia, a psicologia, ideologia e etc... O Iniciático não deve ter preconceitos a respeito de que métodos podem ser aplicados para essa descoberta, é valido meios, ditos, não acadêmicos, como a astrologia, mancias das mais diversas, como a alquimia e a cabala ou meditações com ou sem entes mitológicos ou mestres psíquicos.
O iniciático deve ter em mente que está descobrindo o seu Universo interno e esta jornada que é a sua lenda pessoal que é primeiro passo para construir a sua Mitologia Pessoal e este iniciático pode descobrir que existem “ecos” internos que existiram a milhares de séculos atrás. Estes “ecos” são o que há de mais antigo na humanidade e estão acima de “vitórias” externas, mas são seres que descobriam tudo isso que estou escrevendo aqui para vocês. Assim estaremos mostrando as fronteiras do Inconsciente Coletivo.
No próximo texto, vou mostrar a minha lenda pessoal e como descobri a minha Mitologia interna para que vocês possam ter uma idéia de como é esta descoberta.

