sábado, 18 de dezembro de 2010

A Mitologia Pessoal e as pessoas...

Quando joguei algumas partidas de RPG (Role Playing Games), ou jogo de interpretação de personagens, descobri que muitos jogadores adoravam jogar este tipo de entretenimento, pois, além de ser divertido, era uma forma de sentir “novas sensações” ou “experiências” só utilizando a imaginação com regras preestabelecidas em um determinado sistema ludomecânico. O que me chamou atenção não foi o jogo em si, mas o que leva alguém escolher um personagem ou outro para sobreviver coletivamente um mundo controlado por um terceiro “jogador”, aqui chamado “Mestre”?
Eu mesmo escolhi um personagem, um mago. O que me fez pensar, por que o escolhi um mago? Será que era o desejo consciente que a Magia, que desejava que “funcionasse” neste plano de existência, pudesse articular plenamente num jogo mental virtual? O descobri que cada pessoa deseja ter uma outra Vida, ter outra existência e algo assim. Isto é óbvio, mas a questão é: Por que um mago e não um bárbaro ou sacerdote?
As pessoas diriam o seguinte: Por causa do gosto pessoal que cada um tem. Ponto final e o assunto se encerra. Todavia, não é tão simples assim. Cada individuo manifesta o desejo de ser tal qual um modelo idiomático de “perfeição”. Um arquétipo que procuramos servir de “modelo” para o que queremos para as nossas vidas existenciais. Não só social, mas psíquico, ideológico, político ou religioso.
Nós, seres humanos, aprendemos com as pessoas que utilizam a sua inteligência e criatividade, no final, simplesmente, os imitamos. O problema que não queremos ser “inferiores” as outras pessoas e “repudiamos” os mais inteligentes e mais criativos. É como dissemos: “Amamos os heróis, dês que eles estejam mortos e enterrados.”
Isso porque as pessoas querem ser especiais e únicas. São escravas de reconhecimento e elogios, portanto, facilmente manipuladas por aduladores que controlam a sua sede de “status” social entre os seus pares. E não um intrometido que “roube” o meu “brilho” que sou especial. Por causa desse desejo de atenção, que os crimes mais cruéis são praticados por pessoas, ditas, de “Bem”. Não só por atenção, o desejo por “status” está no conforto e capacidade de TER “brinquedos” que estabelece uma manifestação social entre as pessoas no seu meio social.
Quem não tem este meio de conseguir estes recursos (digo: Dinheiro, Fama, Reconhecimento e etc.) está numa camada socialmente inferior e está a “margem” dos benefícios que a Vida, em sociedade, oferece. Você procura sentido existencial na Religião para a sua Vida tenha algum propósito. Desgraçadamente, a Religião, que é uma instituição humana, tem os mesmos objetivos que as instituições de nossa sociedade oferece. (Você tem que ter Dinheiro, Fama, Reconhecimento e etc.)
Portanto, você é apenas um número, se não tiver os recursos acima.                   
Ai, olhamos para o espelho é perguntamos: o que somos? Por que e para que existimos? Somos números para consumo e aumentar a renda de alguém que foi mais “esperto” que a gente? Por que estudei tanto e descobri que as pessoas não reconhecem o nosso trabalho e talento? Por que tenho que me “prostituir” por minhas idéias e meus sonhos? O que há com o mundo? Por que o errado é certo e certo é o errado?
A questão é simples: Ninguém importa com você, só você mesmo. Dirá você, e os seus pais, amigos e conhecidos? Os seus parentes tem uma preocupação biológica; amigos, similaridade psicossocial e conhecidos, simpatia ou tolerância. O fato que não há ninguém que se importa com você, talvez, por interesse seja por “status” ou reconhecimento, é ponto. O que quero dizer, que a força mais poderosa que possui é a sua inteligência, imaginação e criatividade que constitui a sua Mente.
É ai que apresento uma nova forma de libertação psicológica e filosófica, a Mitologia Pessoal.
O que diabos é “Mitologia Pessoal”? É uma forma de me “dominar” ou extorquir o meu dinheiro? É uma nova “panacéia” que irá “curar” todas as minhas “doenças” psicológicas e sociais?
Nada disso! Não quero o seu dinheiro, aí eu seria igual àqueles que estamos enfrentando.
O que estou apresentando é uma alternativa para suportar esta existência tão difícil e usando, somente, o poder de sua mente. O mais interessante, sem cobrar nada. Apenas utilizando um conceito utilizado por inúmeras doutrinas de séculos e séculos atrás que seria perfeito para suportar a nossa sociedade venal e parasitária. Esta doutrina, salvou a minha Vida e como uma forma de agradecimento resolvi passar o que aprendi a quem quiser utilizar.
O que consiste este método de “libertação psíquica e filosófica”?
Temos um conceito psicológico de imagem pessoal, como imaginamos que as pessoas nos vêem. Essa imagem psicossocial é comparada a um conceito coletivo de termos de aceitação e “status” entre as pessoas. O dito “senso comum”. A Mitologia Pessoal usa um conceito similar, mas em vez das pessoas te vêem externamente, simplesmente, é voltado internamente. Com isso, você constrói uma “persona” mental, um arquétipo psíquico para você mesmo. A qual você é uma entidade ou criatura “presa” dentro do seu corpo humano, mas a sua mente sabe que está num Universo humano externamente, porém a sua mente ou alma é uma outra coisa que não é, necessariamente, humano. Pode ser um Deus, uma fada, uma serpente, um gato, um centauro, um grifo... Não importa a criatura! Como também pode ser aplicado a ser um humano, mas com um “dom” extraordinário, com um mago, sacerdote, um amaldiçoado e etc... A Mitologia Pessoal é a lenda interna que constituiu a sua “persona” e o que o levou ser como é.
Mas tarde, vou explicar mais sobre como exemplificar melhor a Mitologia Pessoal e sua aplicação para construir, da melhor forma possível, a sua lenda interna.  
                          

2 comentários:

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  2. irmão, eu mesmo faço mitologia pessoal desde que me entendo por gente.
    contudo, vc, pessoalmente, na sua opinião aí, realmente a chama de "persona"?
    é só uma curiosidade minha mesmo.
    Porque eu pessoalmente acho que "persona" é um termo muito tendencioso que puxa para "mentira", não acha?
    abraço, até mais.

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